Autenticação multifator: uma segurança a mais para o seu certificado em nuvem

Quando o certificado em nuvem conta com autenticação multifator, mesmo que um criminoso descubra a senha do usuário, ele esbarra em uma segunda barreira praticamente impossível de transpor remotamente

Quase tudo hoje em dia é feito na internet, seja o pagamento de uma conta, a assinatura de um contrato a distância, o envio do declaração do Imposto de Renda ou a validação da sua identidade no sistema do banco. E todas essas ações envolvem o compartilhamento de dados sensíveis, como RG, CPF e informações bancárias. Por isso, a segurança não pode ser tratada como um mero detalhe, mas sim como uma prioridade em qualquer processo digital.

O Brasil é hoje o principal alvo de ataques cibernéticos na América Latina, respondendo por 84% das tentativas detectadas na região. Entre os principais golpes, estão furto de credenciais, falsificação de identidade e acesso indevido a sistemas oficiais, o que pode gerar consequências financeiras e criminais.

Isso acontece, entre outros motivos, porque muitas pessoas ainda acreditam que senhas são suficientes para proteger seus acessos. No entanto, existem duas alternativas muito mais confiáveis e seguras: a autenticação multifator e o certificado em nuvem. Combinados, os dois formam uma das arquiteturas de segurança mais sólidas disponíveis no mercado.

A seguir, entenda como essa união funciona e por que ela deveria fazer parte da sua rotina digital.

O certificado em nuvem: mobilidade sem abrir mão da segurança

Diferente dos modelos armazenados em tokens ou smartcards, o certificado em nuvem fica hospedado em servidores de alta segurança, acessível remotamente a partir de qualquer dispositivo autorizado. Ele proporciona liberdade total para quem não precisa ou pode ficar no escritório o tempo todo, sem o risco de perder, esquecer ou danificar uma mídia física.

Só que essa mobilidade levanta um questão: se o certificado está disponível remotamente, como garantir que somente o titular consiga utilizá-lo? A resposta está na autenticação multifator, que exige dois elementos distintos para liberar o acesso. Quando o certificado em nuvem conta com esse recurso, mesmo que um criminoso descubra a senha do usuário, ele esbarra em uma segunda barreira praticamente impossível de transpor remotamente. Para acessar e usar o certificado, seria necessário possuir também o celular do titular ou reproduzir suas características biométricas, algo que inviabiliza a fraude na origem.

Como o certificado digital pode ajudar na segurança dos seus dados?

Em portais como gov.br, e-CAC da Receita Federal, INSS e de tribunais, é possível autenticar via certificado em vez de senha. Nesses casos, mesmo que o golpista capture seu login e senha por phishing, ele não consegue entrar, porque a chave criptográfica do certificado não é capturável por uma página falsa. Quem usa certificado nessas plataformas está protegido.

Já os crimes digitais classificados como roubo de identidade, que incluem assinar contrato em nome de alguém, abrir empresa fraudulenta, declarar imposto em nome de terceiros são justamente o que o certificado digital impede, porque ele garante autoria com validade jurídica.

Quando senhas são vazadas, vão parar em fóruns clandestinos e criminosos testam essas combinações em centenas de serviços. Quem autentica por certificado digital, neutraliza esse risco, já que a senha vazada simplesmente não dá acesso.

Os riscos de métodos frágeis como SMS

É comum encontrar serviços que oferecem confirmação por SMS ou e-mail. O problema é que essas alternativas têm falhas conhecidas. O golpe conhecido como SIM Swap, por exemplo, permite que criminosos transfiram a linha telefônica da vítima para outro chip e interceptem os códigos enviados. Caixas de e-mail invadidas seguem o mesmo princípio.

Por isso, quando o assunto é certificado digital, o recomendado é optar por fatores de autenticação, como aplicativos autenticadores baseados em criptografia, biometria e protocolos vinculados ao dispositivo do titular. Esse conjunto entrega o que importa em uma assinatura digital: integridade, autenticidade e validade jurídica.

Conclusão

Entrar para as estatísticas dos golpes virtuais é algo mais comum do que parece, mas existem formas de não se tornar uma vítima. Uma delas é o certificado em nuvem com autenticação multifator na sua rotina digital. Ele ajuda a coibir o risco de fraudes, vazamentos e roubo de identidade.

O Syn, certificado em nuvem da Syngular, conta com autenticação multifator e outros recursos para proteger a identidade e as operações realizadas pelo titular via internet. Com foco em proporcionar soluções em identificação digital para pessoas físicas e jurídicas, a Syngular facilita a jornada do cliente do início ao fim, com emissão 100% digital, atendimento personalizado e tecnologia reconhecida pela ICP-Brasil.

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