Durante muitos anos, falar em certificado digital era quase sempre falar em token ou smartcard. Para assinar documentos, acessar sistemas do governo, emitir notas fiscais ou realizar operações empresariais, o usuário precisava ter a mídia física em mãos, instalar drivers, configurar o computador e torcer para que tudo funcionasse corretamente.
Mas esse cenário está mudando.
Com a digitalização dos processos, o certificado digital em nuvem ganhou espaço entre empresas, contadores, profissionais liberais e usuários que precisam de mais mobilidade no dia a dia. Em vez de depender de um dispositivo físico, o certificado pode ser acessado de forma remota, com autenticação segura e uso autorizado pelo próprio titular.
A pergunta que fica é: o certificado digital em nuvem representa realmente o fim do token?
A resposta vai depender do perfil do usuário. O token ainda é utilizado e continua sendo uma opção válida e útil para inúmeras situações que exigem identificação digital. Porém, a tendência é clara: o certificado digital em nuvem está sendo a opção principal de quem busca praticidade, segurança e liberdade para assinar documentos de qualquer lugar.
Quais as vantagens e desvantagens do certificado digital em nuvem?
O certificado digital em nuvem permite armazenar e utilizar o certificado de forma remota, sem a necessidade de um token ou smartcard conectado ao computador. Não há diferença entre os certificados no que se refere às funcionalidades. Ele também permite assinar documentos eletrônicos, autenticar acessos e realizar operações digitais com validade jurídica, desde que emitido dentro dos padrões da ICP-Brasil, infraestrutura que estabelece as normas e os requisitos para garantir a autenticidade, a integridade e a segurança dos certificados digitais no Brasil.
Como não depende de token físico ou smartcard, o certificado digital em nuvem pode ser usado de diferentes locais, reduzindo problemas com perda de dispositivos, instalação de drivers e incompatibilidades técnicas. Por outro lado, ele precisa de conexão com a internet para acesso ao aplicativo.
Ainda assim, para quem busca agilidade e flexibilidade, a solução em nuvem tende a ser uma alternativa muito mais eficiente. Basta o usuário acessar o sistema ou documento que deseja assinar, selecionar o certificado digital, confirmar sua identidade, autorizar o uso por aplicativo, inserir senha e o número OTP. O Syn, o certificado em nuvem da Syngular, é armazenado em HSM e autorizado por aplicativo móvel, com autenticação em dois fatores e registro das transações em log para rastreabilidade.
Quais as vantagens e desvantagens do token?
O token é um dispositivo criptográfico conectado por USB e usado para armazenar o certificado digital. Ele é usado nos modelos de certificado A3 e pode ser usado após conectá-lo ao computador, instalar os programas necessários e digitar a senha de acesso.
O certificado A3 em token ajudou a popularizar o uso do certificado digital, mas também trouxe algumas limitações: ele pode ser perdido, apresentar falhas físicas, depende de entrada USB, exige instalação de drivers, pode gerar incompatibilidade com alguns sistemas e limitar o uso remoto.
Para quem trabalha sempre no mesmo computador, essa dinâmica é útil. No entanto, para quem não trabalha o tempo todo em um escritório ou precisa acessar sistemas de diferentes locais, essa limitação pode prejudicar a operação, dificultando a continuidade das atividades.
Qual dos dois é mais seguro?
A segurança não depende apenas de estar ou não em um dispositivo físico. Ela depende de fatores como criptografia, controle de acesso, autenticação, rastreabilidade, infraestrutura tecnológica e conformidade regulatória. De maneira geral, qualquer certificado garante a segurança das operações digitais.
No certificado em nuvem, recursos como autenticação multifator, armazenamento em ambiente protegido, logs de uso e autorização pelo titular ajudam a reduzir riscos comuns do token, como perda, roubo ou uso indevido do dispositivo. Porém, isso não significa que o token seja inseguro, apenas que o certificado em nuvem resolve problemas diferentes.
Afinal, qual escolher: nuvem ou token?
A escolha ideal depende da sua rotina. Se você valoriza mobilidade, trabalha de diferentes lugares e não quer depender de dispositivos físicos, o certificado digital em nuvem é uma alternativa moderna e eficiente.
Se você prefere manter o certificado em um dispositivo local e usa sempre o mesmo computador, o token é suficiente. No entanto, o caminho mais alinhado ao futuro é a versão em nuvem. Isso não significa abandonar a segurança, mas usar a tecnologia para tornar a segurança mais acessível, prática e compatível com momento da tecnologia.
Conclusão
O certificado digital em nuvem não representa o fim do token, mas uma evolução importante na forma como pessoas usam a identidade digital. O token ajudou a consolidar a certificação digital no país, mas a rotina atual conta com uma alternativa que gera mais mobilidade, menos dependência de hardware e experiências mais simples.
Com o avanço dos processos digitais, a tendência é que o certificado em nuvem ganhe cada vez mais espaço. Por isso, mais do que substituir o token, essa tecnologia amplia as possibilidades de uso do certificado digital e acompanha as novas demandas do mercado.
Antes de escolher entre o certificado digital em nuvem e o token, vale a pena avaliar fatores como frequência de uso, necessidade de mobilidade, compatibilidade com os sistemas utilizados e os requisitos de segurança da sua rotina. Dessa forma, é possível optar pela solução que melhor atende às suas necessidades.
Se você deseja saber mais sobre as opções de certificado digital, conheça as soluções da Syngular. Aqui, você torna seus processos digitais mais ágeis, seguros e eficientes.
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